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A Copa 2014 vem aí e…

João Alfredo pede que Prefeitura intervenha no caso VLT

6set2011

O vereador João Alfredo (PSOL) fez um apelo, nesta terça-feira, 6, para que a Prefeitura intervenha no caso VLT Parangaba-Mucuripe. O projeto, segundo ele, prevê a retirada de 3,5 mil famílias que vivem na área destinada à intervenção.

“Quero fazer aqui um apelo à Prefeitura para que entenda que aqueles munícipes são moradores de Fortaleza. Eles serão removidos, receberão indenizações baixíssimas e não serão reassentados em local próximo de onde moram”, denunciou. Segundo ele, até agora, a Prefeitura não se pronunciou acerca do projeto.

João Alfredo também criticou a atitude do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Coema) ao aprovar, na última sexta-feira, 02, o estudo de impacto ambiental e emitir licença prévia para o projeto VLT. De acordo com ele, a decisão do conselho desobedeceu a legislação ambiental, que determina que sejam estudadas alternativas.

Uma delas, segundo ele, é o Personal Rapid Transit (PRT), um tipo de veículo pequeno que circula sobre trilhos elevados, e o outro é construir as linhas do VLT nas vias, em paralelo com o espaço em que circulam os carros. De acordo com o vereador, o VLT funciona dessa forma na maioria das cidades do mundo que dispõem desse tipo de transporte.

Outro ponto, não observado pelo estudo de impacto ambiental, conforme o vereador, é a determinação da Lei Orgânica do Município de que as famílias removidas de áreas de intervenção de projetos estruturantes sejam reassentadas próximo ao local onde moravam.

“As famílias moram lá há mais de quatro décadas, construíram seus laços de vida, de trabalho, de sociabilidade e serão simplesmente despejadas. Há terreno próximo para reassentá-las, mas querem levá-las para longe.”

Fonte: site da Câmara Municipal de Fortaleza

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Esse é o tipo de notícia que me dá esperanças.

Ações preventivas em debate

Mais de 60% das ocorrências que chegam à Coordenadoria Integrada de Operações Policiais (Ciops) são de roubo a pessoa, embriaguez e desordem, desordem e briga de família. Ontem, policiais civis e militares que realizam atividades socioculturais voluntárias e organizações da sociedade civil discutiram, no auditório do 2º Distrito Policial, na Aldeota, ações para prevenir estes crimes e, paralelamente, promover o desenvolvimento social. O objetivo, porém, é evitar o crescimento progressivo da população carcerária e reduzir os índices de violência no Estado. Um projeto que integraria a Segurança Pública, outras pastas e a sociedade voltou a ser discutido: o Movimento Casa Grande. Os idealizadores aguardam uma audiência com o governador Cid Gomes para tratar o assunto.

De acordo com o capitão Plauto Lima, da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), o Casa Grande já está sendo desenvolvido, mas de forma embrionária. O projeto consiste na criação de parcerias para a geração de emprego e renda, solução de conflitos familiares, auxílio a dependentes químicos e uma maior integração entre o policiamento e a comunidade. Órgãos da Segurança Pública, entidades da sociedade civil, universidades e iniciativa privada seriam engajados. “Antes de 2000, a maior parte dos dependentes eram alcoólatras. Hoje o problema maior é com o crack. O usuário não age (criminalmente) sob efeito da droga, mas durante a abstinência, quando ele busca recursos para adquirir a droga”, exemplifica.

O Casa Grande, ele diz, tem o apoio do titular da SSPDS e espera uma análise do Palácio Iracema. “Eu acredito, sim, que o governador tem interesse de colocá-lo em prática. Tanto que o maior exemplo do policiamento comunitário está aí: o Ronda do Quarteirão”, completa. Algumas ações voluntárias desenvolvidas por policiais também seriam abrangidas pelo Casa Grande. Uma delas é o Surfando com Cidadania, criado há quase 10 anos, pelo inspetor Fábio Galvão, da Polícia Civil. O projeto beneficia, atualmente, 40 jovens do Pirambu, de 8 a 22 anos, com aulas de surfe e fabricação de pranchas. “Moro lá há 25 anos. O tráfico é muito intenso e a turma fica muito vulnerável. O esporte é a maneira mais eficaz e barata e impedir isso”, comenta.

O encontro reuniu, ainda, representantes da Fundação da Criança e da Família Cidadã (Funci) e do Comitê Nacional de Entidades no Combate à Fome pela Vida (Coep). Uma nova reunião será marcada para dar continuidade à discussão do projeto.

E-MAIS

Plauto diz que, atualmente, a segurança primária é feita pelo policiamento ostensivo, seguido pelo nível secundário: o policiamento investigativo. O projeto estabelece que o Casa Grande seria a segurança primária, de caráter preventivo, já coligado ao Ronda do Quarteirão. O policiamento ostensivo e o investigativo viriam em seguida.

Os conflitos entre familiares e vizinhos, antes de se agravarem, seriam discutidos entre as partes, com a participação de um mediador. Assim, os criadores do projeto esperam prevenir crimes como homicídio ou lesão corporal grave.

Fonte: jornal O POVO, 1º de fevereiro de 2008.

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Essa, do site da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), que fica no Rio Grande do Sul, é para quem duvidou quando eu disse que eu não assistia Big Brother Brasil…

Parece reprise, mas não é

Valério Brittos, professor do PPG em Comunicação, diz que BBB 8 está na sobrevida

Texto: Alessandra Stieler Rodrigues

Início de ano, época de férias e algumas reprises na TV. É, alguns programas até parecem uma reprise, mas não são. É o caso do Big Brother Brasil 8, comandado por Pedro Bial. Embora o formato seja mais do que conhecido, uma edição nunca é igual à outra. Essa última estreou em 8/1, sem conseguir ultrapassar a audiência da anterior.

De acordo com o professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Valério Brittos, o BBB está na sobrevida. “A idéia do programa ainda chama a atenção do público. A TV tem que despertar o interesse logo, e o Big Brother consegue isso com esse formato editado, parecido com o das novelas. Mostra como as pessoas se comportam, os romances, as intrigas e os grupinhos. Alterando uma coisa aqui outra ali mais edições podem vir.”

O telespectador brasileiro gosta de televisão e sabe como ela funciona. E a atração é montada dessa forma: tem um pré-roteiro e busca pessoas com um perfil pré-definido, mas isso não quer dizer que sejam cartas marcadas. Existem regras e os participantes sabem disso, portanto agem dentro daquelas possibilidades. Há ainda a edição de imagens, que acaba transformando, muitas vezes, as pessoas em personagens, acrescenta Brittos. Sobre a votação nos paredões, o pesquisador diz não acreditar em manipulação. “O que pude constatar com as minhas pesquisas foi que a votação por telefone, por exemplo, é real. Seria arriscado para a Globo esse tipo de atitude.”

O Big Brother Brasil é um chamariz para os anunciantes, rende muito à emissora e contamina simbolicamente a mídia. “Já que as concorrentes não têm o BBB, elas falam sobre tudo que acontece dentro da casa. A Sônia Abrão, apresentadora da RedeTV! é uma delas”, lembrou o professor. Valério Brittos atualmente desenvolve projeto de pesquisa na área de TV Digital.

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